Coordenadora Antitouradas de Pontevedra

Touradas e machismo: “os touros nervosos som como as mulheres”

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Esta segunda-feira dia 4 de agosto ficamos sem palavras quando liamos no jornal O Faro de Vigo a entrevista ao toureiro Miguel Jesús “El Cid”, cujo cabeçalho era: “Penso que os touros nervosos som como as mulheres”.

Dado o seu “interesse” reproduzimos literalmente umha parte:

Jornalista:- Por que se lhe dam tam bem os touros nervosos?
”El Cid”: – Os touros nervosos nom, os touros nervosos nom se me dam bem por muito que digam, o que acontece é que domino aos que se deixam dominar, porque digo-lhe umha cousa: Penso que os touros nervosos som como as mulheres, a que se deixa deixa-se e a que nom se deixa creio que comete um erro.

O certo é que já Sam Agustim, há uns quantos séculos, dizia que “a mulher é umha besta que nom é sólida nem estável” pois bem, ainda hoje “El Cid”, fazendo honra ao seu medieval nomem, passa de toureiro a nostálgico intelectual-ideólogo do patriarcado para deleitarnos com esta pérola.

Comparar a umha mulher com um touro para logo afirmar que se nom se deixa dominar comete um erro nom é outra cousa que apologia do terrorismo machista, e mais, se o contexto no que está enquadrado som as touradas.

O paralelismo dominador/toureiro/homem – dominad@/touro/mulher é a esência do patriarcado, a animalizaçom da mulher reduzida a umha categoria subumana sem capacidade de raciocínio ou livre eleiçom; a palavra de ordem que avisa que o dominador fará uso da força até a sua última conseqüência.

Som declaraçons como esta as que desencaroutam a verdadeira realidade do que os taurinos gostam chamar “arte” da tauromáquia. É dizer, esse caixom de sastre reaccionário e asfixiante onde atopam acubilho os sectores mais involucionistas da sociedade. Lugar onde se concentram macabros que desfrutam com o a tortura animal junto com firmes defensores e perpetuadores do patriarcado, do espanholismo e do fascismo.

Nom é por acaso que no nosso manifesto assinalemos as touradas como umha “festa” machista. A continua exaltaçom por parte das instituiçons, meios… da figura destes toureiros só contribue ao enaltecemento social de qualquer acçom que sirva para glorificar o rol masculino (por repulsiva que esta resulte). Deixar-se levar polo discurso de que a mulher também atopa espaço no tauromáquia com a figura das toureiras, é um erro. De igual jeito que o feminismo revolucionário nom defende que a incorporaçom da mulher nos exércitos regulares seja um avanço na nossa libertaçom, se nom mais bem o contrário, igual acontece com as touradas. É obvio que nom podemos cimentar a conquista das nossas liberdades sobre a tortura animal, e mais se está enfundado dos clássicos valores tradicionais como: a defesa da família típico entre estes seitores ou o uso e regozijo da violência para oprimir.

Polo tanto, a Plataforma Antitaurina de Ponte Vedra quer manifestar que a luita antitouradas é, também, umha luita feminista.

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