Arquivo de Agosto, 2008

13
Ago
08

Notável éxito na mobilizaçom do 9-A e ameaças de sançons económicas

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Podes ver o vídeo em maio tamanho e qualidade em GzVídeos.

A mobilizaçom de Ponte Vedra Antitaurina congregou centos de pessoas no sábado, mesmo minutos antes da hora agendada, às 7 da tarde, momento no que começavam a torturar um dos 12 animais assassinados na fim da semana na Praça de Touros.

A Peregrina, ateigada por centos de pessoas que viviam as festas da cidade, acolheu umha mobilizaçom histórica, que no entanto repressentou apenas um primeiro passo no caminho de agitamento social, que rematará mais cedo que tarde por expulsar a tortura animal da nossa cidade. As consignas de orde, que se sucederom em todo momento, avogavam pola aboliçom das touradas da cidade e de toda a Galiza e assinalavam responsabilidades assassinas nos matarifes conhecidos como toureiros. A concentraçom partiu da Peregrina e realizou um breve percorrido pola cidade, para rematar na mesma praça, onde se agradeceu a presença de todas as pessoas asistentes e se leu o manifesto da plataforma.

Salientava a presença maioritária da juventude, que na sua imensa maioría rexeita já esta negra “tradiçom” da  tristemente chamada “Festa Nacional” polo franquismo. De facto, muitas das pessoas participantes no fenómeno lúdico das penhas –que dum jeito interesseiro se vincula sempre às touradas, quando nom é mais do que umha manifestaçom festiva com predomínio da bebedeira, muito similar a outras no país- optarom por aplaudir a manifestaçom no seu breve percurso pola cidade, primeiro, e depois por unir-se à mesma. Ademais, diversos colectivos e organizaçons ecologistas apoiarom também esta primeira mobilizaçom contra as touradas com a sua presença.

Muitas pessoas asistentes mostravam a sua surpresa ou indignaçom ante a presença policial, nom só polos carros da Polícia Local, se nom dous carros da Polícia “Nacional”, umha carrinha e muitos agentes –que tomavam notas sobre os conteúdos das pancartas, como se fossem delitivas-, incluidos agentes à paisana. Resulta patético e rejeitável que as “forças da orde” amparem e protejam os intereses de empresas privadas, como já se comprovou no último mes, e dediquem os seus esforços a controlar os movimentos populares, quando os motivos da mobilizaçom eram claros, públicos e tam justos como exigir o fim da tortura aos animais.
Ademais, um agente à paisana informou ali mesmo, com atitude chulesca e sem identificar-se, de jeito que parecia um simples mafioso, da intençom do governo espanhol de punir a manifestaçom com 15.000 euros de multa sobre os seus promotores, polo que já vemos que adoptam as sançons depois dumha grande reflexom e ponderando todas as circunstáncias. Para as Administraçons públicas as antitaurinas somos culpáveis (nom se sabe muito bem de que) até que se demostre o contrário, mentres invistem milheiros de euros en financiar e subsidiar as touradas com cartos públicos, já que do contrário nom resistiriam até o dia de hoje.

Da Plataforma amosamos a nossa satisfacçom com o povo de Ponte Vedra, que demostrou na rua o seu rejeitamento a esta barbarie. Mas também sabemos que nom foi se nom um primeiro passo, que a luita nom remata até que dessapareçam as touradas; con todo, aguardamos que as administraçons (nomeadamente o Concelho, em primeiro lugar) tomem boa nota do acontecido e deam passos inmediatos nesta direcçom. A táctica das sançons, escolhida polo governo espanhol para defender a sua negra Festa, poderá supor umha sangria económica para o activismo social, mas também é um fracasso anunciado. De Ponte Vedra Antitaurina pretendemos dar continuidade à mobilizaçom anti-touradas no encerramento da Feria Taurina em vindouros anos, convertendo esta data em referencial no calendário de mobilizaçons animalistas em todo o país. Contamos para isso contigo e, de novo, com os colectivos que nos apoiarom e aos que agradezemos enormemente a súa participaçom.

11
Ago
08

Locais taurinos no ponto de mira. Nom colabores com eles!!!

A passada quinta-feira dia 7 de agosto conhezidos locais  e estabelecimentos da cidade que apoiam à “Coordinadora de Peñas Taurinas” fôrom assinalados por serem colaboradores económicos das touradas e, polo tanto, responsáveis da tortura animal que vimos denunciando.

Colantes com a legenda “ Este local apoia a tortura taurina. Nom colabores” aparecêrom justo acima das suas portas e janelas assim como sobre muitos dos cartazes que os identificam como “Local Colaborador”.

O capitalismo acredita na ideia de que há possibilidade e necessidade de fazer negócio com qualquer cousa, mas muita outra gente nom. 24 touros torturados e assassinados com umha crueldade arrepiante e dolorossíssima nom é, nem muito menos, actividade para lucrar-se. A falta de escrúpulos que caracteriza as inversons privadas tenhem que ser denunciadas independentemente de que a quantidade invertida seja menor ou maior. Simplesmente porque se colaboras com a tortura, és torturador.

Por todo isto, a Plataforma Antitaurina de Ponte Vedra apoia estas iniciativas e pide o boicote a todos estes locais taurinos, porque tomar umha copa alí significa donar umha parte dos teus cartos para financiar a tortura animal.

Nom colabores com eles!!

10
Ago
08

Dúas varas para medir

A Xunta multou con 600 euros unha carreira con catro porquiños engraxados en Barbadás. A decisión da Dirección Xeral de Conservación da Natureza parece lóxica e merece o noso apoio, mais os veciños da Valenzá xa preparan alternativa para o ano que vén: transportarán uns cochos desde unha devesa a centos de quilómetros, para encerralos nun caixón negro e levalos até Barbadás, onde anunciarán un novo espectáculo en centos de paneis metálicos.

Iso si, o novo cambio esixirá un traballo previo máis intenso, compensado pola posibilidade de cobrar entrada. Os animais xa morren de medo só coa estrés desa longa viaxe, mais tamén receberán continuas malleiras con sacos de area e daranlle fortísimos purgantes que lles abrasarán o intestino e causarán diarreas sanguinolentas. Quizais tamén se lles administren fármacos para debilitalos ou se lles serren os dentes cos que poden defenderse. Cortaranlle as pezuñas para impedir que fiquen parados e botaranlle nelas trementina queimante. Ademais, untaranlle vaselina nos ollos para que teñan unha visión borrosa. Por último, introduciranlle bolas de algodón nas fosas nasais para dificultar a respiración.
O espectáculo pagará a pena e superará con moito a carreira do ano pasado. Despois dos preparativos, sairán os cochos, xa asustados e feridos, a un cenario ocupado por unha multitude a berrar. Unha vez alí, un picador clavaralle unha lanza no lombo para destruir músculos, vasos sanguíneos e nervos. A continuación, clavaranlle unhas banderillas que seguirán dentro do corpo do animal cada vez que se mova, de xeito que prolongue a súa dor. Non hai límite para as banderillas, tantas como ature o cocho para ficar suficientemente consciente. Despois será o turno do heroe, alentado na prensa local, o que mareará  un animal xa víctima do esgotamento. Despois de torturalo un pouco máis, clavaralle unha espada de 80 centímetros, para destrozarlle o fígado, os pulmóns, a pleura ou as arterias, segundo cadre. Se non remata de morrer, clavaranlle repetidamente estocadas na medula espiñal coa puntilla, aínda que cabe a posibilidade de cortarlle unha orella mentres aínda agoniza.

A asociación veciñal confía en recibir xenerosos fondos públicos con este cambio na atracción das festas, que pasarán a se incluir no programa de promoción turística e  será presidida por algún cargo político, mentres a Consellaría de Medio Ambiente a considerará apenas unha tradición máis, e quizais a Dirección Xeral de Turismo as subvencione tamén. Todo co aplauso xeral dos meios de comunicación locais. Só lles preocupa que quizais alguén proteste e considere a festa unha tortura contra os animais -no fondo, unha mostra de incultura das persoas que non aprezan esta festa, esta arte que case é unha ciencia-, mais confían no traballo das forzas policiais, que están para atallar estas cousas.

09
Ago
08

Contigo podemos (novo vídeo de Ponte Vedra Antitaurina)

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06
Ago
08

Touradas e machismo: “os touros nervosos som como as mulheres”

Esta segunda-feira dia 4 de agosto ficamos sem palavras quando liamos no jornal O Faro de Vigo a entrevista ao toureiro Miguel Jesús “El Cid”, cujo cabeçalho era: “Penso que os touros nervosos som como as mulheres”.

Dado o seu “interesse” reproduzimos literalmente umha parte:

Jornalista:- Por que se lhe dam tam bem os touros nervosos?
”El Cid”: – Os touros nervosos nom, os touros nervosos nom se me dam bem por muito que digam, o que acontece é que domino aos que se deixam dominar, porque digo-lhe umha cousa: Penso que os touros nervosos som como as mulheres, a que se deixa deixa-se e a que nom se deixa creio que comete um erro.

O certo é que já Sam Agustim, há uns quantos séculos, dizia que “a mulher é umha besta que nom é sólida nem estável” pois bem, ainda hoje “El Cid”, fazendo honra ao seu medieval nomem, passa de toureiro a nostálgico intelectual-ideólogo do patriarcado para deleitarnos com esta pérola.

Comparar a umha mulher com um touro para logo afirmar que se nom se deixa dominar comete um erro nom é outra cousa que apologia do terrorismo machista, e mais, se o contexto no que está enquadrado som as touradas.

O paralelismo dominador/toureiro/homem – dominad@/touro/mulher é a esência do patriarcado, a animalizaçom da mulher reduzida a umha categoria subumana sem capacidade de raciocínio ou livre eleiçom; a palavra de ordem que avisa que o dominador fará uso da força até a sua última conseqüência.

Som declaraçons como esta as que desencaroutam a verdadeira realidade do que os taurinos gostam chamar “arte” da tauromáquia. É dizer, esse caixom de sastre reaccionário e asfixiante onde atopam acubilho os sectores mais involucionistas da sociedade. Lugar onde se concentram macabros que desfrutam com o a tortura animal junto com firmes defensores e perpetuadores do patriarcado, do espanholismo e do fascismo.

Nom é por acaso que no nosso manifesto assinalemos as touradas como umha “festa” machista. A continua exaltaçom por parte das instituiçons, meios… da figura destes toureiros só contribue ao enaltecemento social de qualquer acçom que sirva para glorificar o rol masculino (por repulsiva que esta resulte). Deixar-se levar polo discurso de que a mulher também atopa espaço no tauromáquia com a figura das toureiras, é um erro. De igual jeito que o feminismo revolucionário nom defende que a incorporaçom da mulher nos exércitos regulares seja um avanço na nossa libertaçom, se nom mais bem o contrário, igual acontece com as touradas. É obvio que nom podemos cimentar a conquista das nossas liberdades sobre a tortura animal, e mais se está enfundado dos clássicos valores tradicionais como: a defesa da família típico entre estes seitores ou o uso e regozijo da violência para oprimir.

Polo tanto, a Plataforma Antitaurina de Ponte Vedra quer manifestar que a luita antitouradas é, também, umha luita feminista.

04
Ago
08

Acto na rúa contra a propaganda taurina

A Plataforma Pontevedra Antitaurina organizou a pasada sexta un acto simbólico para animar á viciñanza a participar nas I Xornadas Antitouradas Galegas, así como da mobilización do 9 de agosto.

Un grupo de activistas desplegou unha faixa na entradado casco vello da cidade, á vez que se repartían ducias de trípticos informativos entre as viandantes, que amosaron unha grande receptividade, satisfeitas de comprobar que medra a oposición organizada ao rito anual da barbarie. Moitas persoas solicitaban tamén autocolantes ou achegábanse para transmitir persoalmente o seu respaldo á Plataforma, con expresións como “xa era hora de que xurdira isto”.

Ademais, boicotamos publicamente e á luz do día un dos cartazes anunciadores da Festa que asolagan esta cidade desde mediados de xullo, para espertar a indignación de moitas persoas veciñas da cidade e mesmo visitantes. Con total impunidade, as empresas involucradas neste espectáculo cruento fan apoloxía da matanza de touros, o seu negocio particular, nuns paneis que ocupan maior espazo público que calquera outro reclamo publicitario convencional. A pesar de ocupar as nosas rúas, os paneis só poden acoller publicidade pro-tortura animal, e a semana pasada un grupo de xoves era identificado –e previsiblemente sancionado- por exercer a liberdade de expresión neste espazo.

Aproveitamos a ocasión para dirixirnos aos meios de comunicación, nos que habitualmente só se recoñece a visión dos que se lucran coas touradas, para transmitir as que son as conviccións maioritarías do pobo galego, inimigo dunha tradición que tortura aos animais, allea á nosa cultura e asociada aos valores máis reaccionarios. Aínda que pouco a pouco, o discurso antitaurino vai atopando tamén aquí o seu oco, se ben nun espazo moito menor do que xa ten na rúa.

De Pontevedra Antitaurina mantemos abertas todas as frontes de traballo da campaña: coa recollida de sinaturas para que o Concello declare a cidade antitaurina; coa distribución de propaganda informativa, cartaces, dípticos e colantes por toda a cidade; coa celebración de eventos lúdicos alternativos coma o que celebremos hoxe; en definitiva, coa mobilización dunha viciñanza que berra xa abonda!




Coordenadora Antitouradas de Ponte Vedra

A Coordenadora Antitouradas de Ponte Vedra ten como principal obxectivo a erradicación das touradas na cidade de Pontevedra, entendéndas como unha pseudo-tradición atávica e cruel que pretende o divertimento a partir do sufrimento, martírio e mutilación dun bóvido herbívoro como é o touro.
Froito das dinámicas unitarias vimos convocando xunto a outros colectivos da cidade as manifestacións e actos antitouradas que teñen lugar todos os anos en Pontevedra coincidindo coas touradas.
ÚNETE A NÓS SE TAMÉN QUERES REMATAR CON ESTA VERGOÑA info@pontevedraantitouradas.org

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